Supernatural – Entrevista de Laura Prudom com Misha Collins – SPOILER



Laura Prudom:  Pode nos contar um pouco mais sobre os “GISHWHES” e como eles surgiram?

Misha Collins: Estamos nos divertindo muito em sua criação, eu posso te afirmar isso. Eu só espero que não saia horrivelmente errado quando eles finalmente começarem. Mas até agora, acho que já temos cerca de dez mil pessoas inscritas, o que estilhaça nosso recorde mundial anterior, o que é muito empolgante. E o Guinness já nos aprovou para uma categoria muito estranha para um segundo recorde mundial, de mais promessas de cumprir os Atos de Bondade Aleatórios.
É engraçado, ano passado era apenas um tipo de brincadeira em que toda a coisa aconteceu em primeiro lugar. Eu fui à Universidade de Chicago, que tem uma espetacular caça ao tesouro. Na verdade eu acho que eles possuem um outro recorde mundial no Guinness por uma caça ao tesouro. O New Yorker, alguns meses antes,  fez uma matéria sobre a caça ao tesouro deles e foi daí que eu desenvolvi minha paixão por elas. A Universidade de Chicago era uma incrivelmente acadêmica e incrivelmente deprimente instituição quando eu estudei lá, e só havia um raio de sol no calendário anual, e eu tenho que dizer que servia à mesma função ano passado quando fizemos os “GISHWHES” pela primeira vez – as pessoas simplesmente pareceram amá-lo. E nem posso dizer quantas vezes as pessoas me enviaram cartas ou vieram até mim dizendo algo do tipo, “Sabe, eu conheci meu melhor amigo participando dos GISHWHES” ou “Eu estava tendo alguns problemas de depressão e de algum modo eles me ajudaram a me livrar dela.” É realmente fenomenal o prazer que as pessoas tiraram deles. E então, pelo outro lado, eu tive grande prazer em assistir as pessoas se humilhando. Então meio que funcionou bem para todo mundo.
LP: Você pode nos dar alguns exemplos de itens que as pessoas são encorajadas a criar ou encontrar?
MC: Não vou estragar contando nenhum item da lista desse ano porque as pessoas vão começar a trapacear procurando antes da verdadeira caçada começar, mas eu posso te contar alguns dos meus favoritos do ano passado: Eu gostei de verdade da árvore de Natal totalmente decorada flutuando em balões com gás hélio. Eu a considero uma imagem que prendia a vista. Também, na verdade, parece que algumas pessoas quase chegaram a ser presas porque aparentemente alguns dos itens eu realmente não planejei a longo prazo em como seria quando elas se realizassem. Tomando a árvore de Natal como exemplo principal, tiveram que literalmente fechar um aeroporto porque havia árvores de Natal no espaço aéreo, o qual eu achava que era uma grande sacada. (Risos) Mas é, eu acho que aquilo poderia ser perigoso se você pensasse a longo prazo. Também havia alguns itens incríveis. Eu realmente fiquei surpreso de que se possa fazer um convincente bando de gaivotas com absorventes. Isso me impressionou bastante.
LP: E uma parte dos lucros vai para a Random Acts?
MC: Sim, o quanto pudermos. Estamos dando um prêmio realmente extravagante para a equipe vencedora. Todos os 15 membros do time vencedor vão ganhar uma viagem para a Escócia e ficarão em um castelo assombrado lá. E quer saber, não fazemos ideia de quanto isso vai custar no fim das contas, e se a equipe vencedora morar em algum lugar como Austrália ou Fiji, as passagens aéreas podem realmente ficar bem caras, mas vamos dar o máximo possível para a Random Acts. E Cinde, nosso diretor da Random Acts está nesse momento no Haiti e me enviou algumas fotos hoje dos projetos do centro para crianças que estamos construindo lá e são fantásticos. Eles estão dando os últimos retoques no telhado.
LP: Você tem algum outro projeto da Random Acts atualmente em andamento? Eu sei que da última vez que conversamos, você mencionou que esperava construir um lugar permanente para a Fundação de Criação de Arte para as Crianças no Haiti.
MC: É, parece que nós pudemos construir o prédio para a Fundação, e estamos apenas dando os toques finais – quero dizer, temos muito trabalho ainda pela frente, mas nós já estamos completando o centro infantil. E então parte da razão pela qual Cinde está lá agora é meio que para estender nosso alcance e tentar entender que outros projetos devemos auxiliar na comunidade de lá, pois temos sido capazes de levar bastante recursos até eles, e conseguimos concluir bastante até agora, e conseguimos muitas ótimas relações por lá.
Então estamos desenvolvendo isso além, e acabamos de lançar a campanha “E4K: Endure for Kindness” (Resistir pela Generosidade, em tradução livre), que é um evento de resistência que iremos fazer no final de novembro para arrecadar dinheiro para o fundo geral da Random Acts. E a Random Acts acabou de conseguir 30 mil dólares pelo Celebrity Charity Challenge (Desafio de Caridade das Celebridades). Eu nem sequer sabia que ele estava acontecendo, mas aparentemente conseguimos a maior parte dos votos, e então no próximo fim de semana, eles nos entregarão um cheque de… não exatamente 30 mil dólares, mas 25 mil euros, os quais eu nem sequer sei se são em dinheiro de verdade ou de Monopoly. E continuamos com a nossa parceria com a NASCAR, a qual foi totalmente imprevisível. (Risos) Então sim, temos alguns projetos no forno.
LP: Vamos falar um pouco sobre “Supernatural”, considerando que a última vez em que vimos Castiel (no segundo episódio), ele estava uma situação meio ruim e acabou com um chamado agourento por Dean. Você pode nos dar uma prévia do que podemos esperar para Cas a partir dali?
MC: Bem, nós vamos ver exatamente o que estava acontecendo ali. O segundo episódio foi meio que um teaser e nós vamos chegar ao fundo do que aconteceu no Purgatório após aquilo. Cas vai sair do Purgatório, mas ainda haverá a questão do como e por que.
LP: Você pode revelar algo sobre o motivo de Dean estar sendo tão esquivo sobre o que pode ter acontecido com Castiel, especialmente com Sam?
MC: Eu acho que Dean não sabe a história completa. Então eu acho que é mais do que Dean sendo esquivo; ele não sabe a história toda, e eu acho que ele sente um pouco de culpa pelo que aconteceu. E Dean lida com a culpa de uma maneira muito infantil. (Risos)
LP: Benny agiu de forma antagonística em relação a Castiel no seu primeiro encontro. Como o relacionamento entre eles progride a partir daí?
MC: Basicamente Benny e Cas… Francamente, como eu vejo, apesar de não ter sido diretamente apontado pelos scripts, mas eu acho que Cas está com um pouco de ciúme de Dean por ter conseguido outro amigo. Eu acho que ele não gostou disso. E (a relação de Dean e Benny) certamente evolui para algo como uma amizade, apesar de que sempre é cheia de tensão.
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