The Walking Dead – O desequilíbrio do grupo: Ninguém jamais estará seguro


A morte de Lori era algo aguardado pelos fãs, principalmente por quem acompanha os quadrinhos. Talvez apenas ninguém esperasse que acontecesse tão cedo nessa temporada. Mas o fim da personagem trouxe outra perspectiva para tudo, e não só porque vai afetar diretamente Rick e Carl, mas também porque ofereceu ao mundo uma nova vida.

Um bebê no grupo é toda uma gama nova de fatos que traz algumas características negativas, afinal, um bebê precisa de cuidados especiais, vai tornar o grupo mais lento e mais visível, pois a criança não sabe o que está acontecendo, por isso não pode se silenciar para não atrair walkers. Contudo, traz também uma espécie de renovação, oferece esperança frente aos últimos e impactantes acontecimentos e perdas sofridas pelo rupo.

A perna de Hershel, a morte de T-Dog – que tinha um papel forte durante as investidas do grupo em limpar campos e confrontar os mortos-vivos. É claro que existem dois novos personagens: os prisioneiros parecem realmente condescendentes em aceitar a liderança de Rick, isso ficou claro quando um deles atirou no homem que causou toda a confusão.

Esse último episódio foi um dos mais chocantes e tensos da temporada. Depois de um breve início de bonança, o clima e o enredo não permitiram trégua, e os ânimos estavam constantemente à flor da pele, terminando apenas quando alcançaram o desespero.

E é exatamente esta a palavra: desespero.

Rick Grimes ao chão, chorando, provavelmente se questionando sobre razões, procurando culpados, talvez culpando a si mesmo. Perdido, atordoado, sem ter certeza de nada. O desfecho disso parece ser um descontrole incrível que o acometerá no próximo episódio. Rick, no teaser, parece fora de controle, ataca Glenn, e isso pode desestabilizar o grupo, mesmo depois de tudo.

Quanto a Carl, é nítido como ele cresceu da primeira temporada até o momento presente. Cresceu, não apenas fisicamente, mas como personagem. Ele mudou, tornou-se mais direto, e a morte de Lori – isso inclui o fato de ter sido ele a disparar o tiro para que ela não retornasse como um walker – parece ter selado seu destino ou, ao menos, sua personalidade nesta 3ª temporada. Ele se torna cada vez mais como seu pai.

Em meio a toda essa tensão, às perdas, às necessidades e possibilidades do grupo, haverá ainda um inimigo de verdade, o Governador. E sem dúvida, daqui para frente, podemos esperar mais tensão, mais perdas, e os nervos em frangalhos. Esse talvez seja o ponto mais crítico atingido até aqui pelo grupo, principalmente pela união que há entre eles.

Todos os acontecimentos, todos os sentimentos, estão se somando e se afunilando. Logo irão culminar em alguma coisa. Talvez o desespero seja apenas um princípio e não um fim. Mas é certo que estamos a um passo de ver o limite de alguns personagens. E isso promete ser fascinante e desolador.

Fonte: http://www.thewalkingdead.com.br/o-desequilibrio-do-grupo-ninguem-jamais-estara-seguro/

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